Curiosidades

Como se diagnostica uma morte cerebral?

A morte cerebral é um momento muito delicado para a família do falecido. Quando é declarada, cabe à família determinar sobre desligar as máquinas e se despedir. Sobre a doação, ou não, de órgãos. Sobre como será dali em diante. É nesse momento que a família  precisa começar a se despedir de seu ente querido. Entenda mais sobre essa morte e como é diagnosticada neste artigo da Central Traslado Funerário

O que é e o que causa a morte cerebral?

A morte cerebral é a perda irreversível de todas as funções do cérebro. Assim, há o comprometimento da capacidade de respirar, do controle dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Além disso, os movimentos e a audição também são irreversivelmente comprometidos. Em resumo, uma pessoa com morte cerebral não tem capacidade de manter as funções vitais do corpo. 

A morte cerebral acontece, em média, por dois fatores: o aumento da pressão intracraniana e o cessar da circulação sanguínea e de fluido cefalorraquidiano.  As causas mais comuns para essas condições são várias, entre elas podemos citar:

  • traumatismo craniano;
  • parada cardiorrespiratória;
  • infarto;
  • derrame cerebral (AVC);
  • inchaço no cérebro;
  • hemorragia cerebral;
  • embolia;
  • aneurisma cerebral;
  • tumor no cérebro, entre outros.

O paciente com morte cerebral é considerado legalmente falecido. A condição é constatada de acordo com protocolos que são estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Como constatar a morte cerebral?

Para que a morte cerebral seja corretamente e constatada, é necessária a confirmação de dois ou mais médicos. Ambos devem analisar o paciente em um intervalo mínimo de uma hora ou até mesmo em dias diferentes.

Serão realizados exames com o objetivo de confirmar a ausência de atividade cerebral. Testes serão feitos para avaliar se o paciente não é mais capaz de respirar sem o auxílio de aparelhos. Também são feitas comprovações que mostram que o paciente não apresenta mais metabolismo. Alguns dos testes envolvem:

  • teste de reação das pupilas; 
  • teste de sensibilidade dos olhos;
  • avaliação da resposta à estímulos ao aplicar pressão na testa e no nariz;
  • teste de movimento dos olhos;
  • teste de engasgo ou reflexo de tosse.

Antes de iniciar os testes para confirmar a morte cerebral, os médicos devem realizar uma série de exames e verificações. Isso vai garantir que os sintomas não sejam causados por outros fatores como overdose de drogas, venenos ou medicamentos, por exemplo. 

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